A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta sobre o risco de surtos de dengue nas Américas, destacando a circulação do sorotipo DENV-3 em diversos países da região, incluindo Brasil, Argentina, Colômbia e México. O comunicado enfatiza a necessidade de ações coordenadas para controle da doença, como vigilância, manejo de casos, adequação dos serviços de saúde e medidas preventivas, além da participação comunitária para combater a proliferação do mosquito transmissor.
No Brasil, o aumento de casos de dengue e chikungunya foi observado entre 2024 e 2025, o que gerou um alerta para os novos gestores municipais. Embora o país tenha registrado até o momento 257.284 casos prováveis de dengue e 72 óbitos, o número representa uma redução de 63% em relação ao ano anterior, o que indica uma resposta mais eficaz às ações de combate à doença. O governo brasileiro tem intensificado suas ações de vigilância desde 2023, implementando tecnologias como a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) e a distribuição de larvicidas.
Além disso, o Ministério da Saúde tem priorizado a vacinação contra a dengue, adquirindo 6,5 milhões de doses da vacina em 2024 e 9,5 milhões em 2025. A imunização está focada em crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, em 1.921 municípios. A população também é orientada a dedicar 10 minutos semanais para eliminar focos do mosquito, sendo que 80% desses focos estão em residências ou em suas proximidades. Essas ações visam controlar a propagação da doença e reduzir o número de infecções nas regiões afetadas.