O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira (13) com uma queda moderada, apesar dos indícios de desaquecimento na economia, que contribuem para a redução das expectativas de aumento nas taxas de juros nos EUA. A Bolsa brasileira segue a tendência de baixa influenciada pela desvalorização das commodities, como minério de ferro e petróleo, e pela expectativa de um cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia. Dados de inflação ao produtor (PPI) e de desemprego nos EUA, divulgados recentemente, mostraram números mais fortes do que o esperado, alterando as previsões sobre cortes de juros nos Estados Unidos.
O mercado também reagiu à divulgação de dados econômicos brasileiros. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), mostrando uma leve queda de 0,1% nas vendas do comércio varejista em dezembro de 2024, com uma expansão de 4,7% no acumulado do ano. O varejo ampliado, que inclui materiais de construção e atacado alimentício, apresentou uma queda de 1,1% no último mês de 2024, refletindo principalmente a desvalorização cambial e o impacto do dólar alto, sem relação direta com a inflação ou o mercado de trabalho.
No cenário corporativo, a Suzano reportou um prejuízo líquido no quarto trimestre de 2024, enquanto a Vale anunciou o lançamento do programa Novo Carajás, visando a melhoria de sua produção de minério de ferro e a aceleração do crescimento de sua produção de cobre. O Ibovespa, que fechou em baixa de 1,69% na véspera, operava em queda de 0,46% nesta manhã, refletindo as oscilações no mercado global e a retração no setor de commodities, com ações da Petrobras e Vale apresentando perdas no pregão.