Após a pandemia, a promessa do “Novo Normal”, com a adoção do trabalho remoto e híbrido, parece estar perdendo força em várias empresas. Grandes corporações, como Amazon, Dell, JP Morgan e Goldman Sachs, estão revertendo suas políticas de flexibilidade e exigindo o retorno completo ao trabalho presencial, gerando debates sobre a relevância do modelo híbrido. A decisão unilateral de muitas dessas empresas tem gerado críticas, com especialistas apontando que o comando e controle ainda são práticas predominantes em algumas organizações, mas não são mais adequadas ao cenário atual.
Apesar de alguns líderes empresariais defenderem que o trabalho remoto prejudica a inovação e a produtividade, estudos apontam que a flexibilidade tem um impacto positivo no bem-estar e no desempenho dos funcionários. Pesquisa realizada em 2024 indicou que a maioria dos profissionais não aprova o retorno total aos escritórios, especialmente nos Estados Unidos, onde 73% consideram procurar novas oportunidades de emprego que ofereçam mais flexibilidade. Empresas como Pinterest e Spotify adotaram políticas de trabalho flexível com sucesso, observando ganhos em colaboração e produtividade.
A questão da flexibilidade no trabalho vai além de uma mera discussão sobre produtividade, mas envolve os valores e princípios das empresas. Para especialistas, a falta de reflexão sobre os modelos de trabalho após a pandemia tem levado muitas organizações a seguir tendências sem avaliar o impacto em seus funcionários e resultados. Embora a volta ao modelo presencial possa ser vista como uma reação a um período atípico, é esperado que o equilíbrio entre os modelos presencial, híbrido e remoto seja alcançado com o tempo, à medida que novas lideranças e valores voltados para a flexibilidade ganham espaço nas empresas.