Nesta terça-feira, 18 de fevereiro, as atenções estão voltadas para as negociações entre os Estados Unidos e a Rússia em Riade, na Arábia Saudita, com foco no fim da guerra na Ucrânia. A reunião pode representar um marco significativo no diálogo entre os dois países, excluindo a Ucrânia e líderes europeus desta fase. No Brasil, o mercado financeiro acompanha os dados econômicos e políticos, com o Ibovespa alcançando a maior marca anual e o dólar apresentando leve alta, refletindo a cautela dos investidores. Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma agenda repleta de compromissos, incluindo encontros com o presidente de Portugal e reuniões com ministros e autoridades nacionais.
No cenário econômico, o Brasil apresenta um PIB de R$ 11,655 trilhões em 2024, com crescimento de 3,5% no ano, impulsionado pelo consumo das famílias e pelo setor industrial. Entretanto, as previsões para 2025 indicam um déficit primário de R$ 80 bilhões, com desafios fiscais impostos pela elevação da taxa de juros. O Banco Central segue com uma postura rigorosa na política monetária para atingir a meta de inflação de 3%, com a possibilidade de novos aumentos na Selic. Já as projeções para a carteira de crédito no país em 2025 indicam crescimento de 8,5%, o que mostra um cenário de recuperação, embora o mercado continue atento à sustentabilidade fiscal.
Politicamente, o governo brasileiro se prepara para discutir medidas fiscais e tributárias, com destaque para a proposta de isenção do Imposto de Renda e revisões no programa Bolsa Família. O debate sobre essas questões promete ser intensificado no Congresso, enquanto o presidente Lula se posiciona contra pressões externas e defende a soberania nacional em questões como a privatização da Petrobras e a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. A política interna também está marcada por discussões sobre o voto distrital misto e a reorganização das comissões no Senado, refletindo as movimentações em torno das principais pautas legislativas.