A recente postura dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU revelou uma mudança significativa na dinâmica geopolítica global. Tradicionalmente alinhado com Reino Unido e França contra Rússia e China, Washington apresentou uma resolução pelo fim da guerra na Ucrânia que não criticava Moscou nem defendia explicitamente a soberania ucraniana. O resultado foi um cenário incomum: enquanto Rússia e China apoiaram a medida, Reino Unido e França se abstiveram, evidenciando um afastamento entre os aliados ocidentais.
Essa decisão ocorreu em um contexto de mudanças políticas internas nos EUA e crescente influência de discursos que questionam o compromisso do país com a segurança europeia. A retórica recente inclui tarifas comerciais mais rígidas e declarações que geraram preocupações entre os aliados da OTAN. Além disso, a amplificação de narrativas favoráveis ao Kremlin por parte de líderes políticos norte-americanos reforça a percepção de um realinhamento estratégico que pode ter implicações duradouras para a estabilidade global.
A nova posição dos EUA sinaliza uma abordagem mais pragmática ou, para alguns, um distanciamento de compromissos históricos com aliados europeus. Enquanto Washington busca recalibrar suas prioridades internacionais, Reino Unido e França enfrentam o desafio de lidar com um aliado cada vez mais imprevisível. Essa mudança no equilíbrio de forças dentro do Conselho de Segurança pode redefinir o futuro das relações internacionais e a condução de conflitos como o da Ucrânia.