O governo federal tem ministros que recebem remunerações adicionais, chamadas “jetons”, por sua participação em conselhos fiscais de empresas públicas do Sistema S. Esses pagamentos, que não são obrigatoriamente divulgados em sua totalidade pelas entidades, têm gerado controvérsia, principalmente por falta de transparência. Alguns dos ministros que receberam esses pagamentos incluem membros de pastas como Relações Institucionais, Trabalho e Emprego, e Educação, com valores que podem chegar até R$ 257 mil anuais.
Os jetons são pagos por participação em conselhos de administração, auditoria e fiscalização de empresas públicas. A prática foi legitimada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que definiu que tais pagamentos não se submetem ao teto salarial do funcionalismo público. No entanto, a falta de divulgação completa dos valores gerados pela participação dos ministros nesses conselhos tem gerado questionamentos sobre a transparência na gestão pública.
A prática de concessão de jetons não se limita ao governo federal, com outros estados também adotando essa medida. Em São Paulo, por exemplo, o governador tem destinado grandes quantias em remunerações extras para aliados políticos e membros de seu secretariado. A situação reflete um modelo que, embora legal, ainda levanta discussões sobre a ética e a transparência no uso de recursos públicos.