A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, reagiu a uma declaração do vice-presidente do PT, Washington Quaquá, que afirmou que pedirá uma investigação interna sobre ela. Quaquá mencionou a existência de indícios de vínculo entre a ministra e um funcionário da prefeitura de Maricá, acusado de ser um “funcionário fantasma.” O atrito aumenta as tensões internas do PT, já que Quaquá, que também é prefeito de Maricá, questiona a contratação de Alex da Mata Barros, que trabalhou para o Ministério da Igualdade Racial.
O ministério da Igualdade Racial esclareceu que a contratação de consultores segue critérios legais e que não houve irregularidades. A ministra Anielle Franco se defendeu das acusações e afirmou que as tentativas de desinformação serão respondidas legalmente. O desentendimento também gerou controvérsias dentro do PT, especialmente devido ao posicionamento de Quaquá sobre o caso dos irmãos Brazão, acusados do assassinato de Marielle Franco. A ministra, por sua vez, pediu uma investigação interna do partido sobre a postura do vice-presidente.
O cenário político dentro do PT também está sendo marcado pela disputa pela presidência do partido, que ocorrerá em julho de 2025. O ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, é o favorito de Luiz Inácio Lula da Silva para a sucessão de Gleisi Hoffmann. No entanto, Quaquá e outros membros do partido já se opõem à candidatura, criando um ambiente de tensão entre diferentes facções internas do PT. A disputa pela liderança do partido adiciona mais complexidade à situação política atual.