O Ministério Público Federal (MPF) estabeleceu um prazo de três dias para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Ordem Primeira de São Francisco apresentem as ações emergenciais a serem tomadas para evitar novos desabamentos na Igreja de Ouro, em Salvador. O pedido foi feito após parte do forro do teto desabar, resultando na morte de uma turista e ferindo outras cinco pessoas. O MPF também iniciou um processo administrativo para investigar as causas do acidente.
Na sexta-feira (7), a Defesa Civil expandiu a área de interdição da igreja, enquanto o Iphan anunciou a contratação de obras para o escoramento da estrutura, com o objetivo de evitar riscos adicionais. A medida vem em resposta à gravidade do ocorrido, que gerou uma série de preocupações quanto à segurança do local e a preservação do patrimônio histórico.
Além da investigação, surgiram relatos de denúncias e de pedidos de vistoria feitos anteriormente por membros religiosos, que alertavam para problemas estruturais na igreja. A situação gerou também a preocupação com a ocorrência de fraudes, com indivíduos tentando arrecadar dinheiro em nome da igreja após o incidente. A comunidade local segue acompanhando as medidas adotadas para garantir a segurança e a integridade do patrimônio histórico.