O Ministério da Fazenda projeta uma inflação de 4,8% para 2025, taxa igual à registrada em 2024, conforme divulgado em relatório da Secretaria de Política Econômica (SPE). A principal pressão sobre os preços virá de setores como energia elétrica e transporte público, que devem enfrentar aumentos devido a reajustes de custos e ao impacto da alta do dólar. Além disso, os preços de bens industriais, como eletrodomésticos e automóveis, também tendem a subir em razão da desvalorização do real.
Por outro lado, o governo espera uma queda nos preços de alimentos, impulsionada por uma super safra que deve aumentar a oferta de carne, arroz, feijão e leite, reduzindo os preços desses produtos. Contudo, o trigo pode sofrer alta devido à colheita abaixo do esperado. A inflação nos serviços, como restaurantes e mensalidades escolares, deve se manter estável, apesar de a política monetária restritiva poder diminuir a demanda nesses segmentos.
A projeção considera uma taxa de câmbio em torno de R$ 6 por dólar, o que pode influenciar os preços dependendo da valorização do real. A SPE destaca que uma desaceleração econômica mais acentuada pode contribuir para a redução da inflação ao longo do ano. Esse cenário reflete a complexidade do ambiente econômico brasileiro, com variações nas expectativas sobre a atividade econômica e os custos relacionados à produção e consumo.