Faltando cerca de um ano e meio para as eleições presidenciais de 2026 no Brasil, o mercado financeiro já começa a precificar os possíveis efeitos da queda de popularidade do governo Lula e suas implicações na política econômica. Tradicionalmente, essa antecipação ocorre somente meses antes da eleição, mas este ano, com a instabilidade política, a percepção de risco já afeta os preços financeiros. De acordo com especialistas, o cenário de incerteza em relação à política fiscal e à economia brasileira é um fator determinante para a movimentação nos mercados.
Um ponto destacado pelos analistas é que a discussão no mercado gira em torno de qual política econômica será adotada pelo próximo governo, com ênfase no impacto do ciclo econômico e fiscal no curto e médio prazo. Apesar da preocupação, observou-se que o pessimismo exagerado com os mercados emergentes, incluindo o Brasil, tem se corrigido recentemente, com a recuperação da Bolsa e a queda do dólar. O ano de 2024 foi um período difícil para os mercados, mas a expectativa é de uma desaceleração econômica em 2025, acompanhada de um desempenho mais favorável para os preços.
Em relação ao mercado de ações, o presidente da Anbima, Carlos André, projetou que 2025 será marcado pela escassez de IPOs, devido à taxa de juros elevada, que deve se manter em torno de 15% ao ano. No entanto, se houver uma recuperação significativa no mercado de ações, especialmente com a entrada de investidores estrangeiros, o cenário pode mudar. Uma melhora na percepção sobre o Brasil poderia gerar novas oportunidades, com a Bolsa desvalorizada atraindo investidores em busca de preços mais baixos.