O governo de Lula 3 atravessa um momento delicado em relação à popularidade, com integrantes da administração expressando preocupação sobre a possibilidade de um desempenho fraco nas próximas eleições. A perda de apoio popular, segundo membros do governo, precisa ser corrigida rapidamente, mas até o momento as ações adotadas têm sido uma continuação das estratégias anteriores. O governo aposta em injeção de recursos na economia, com medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais e aumento da oferta de crédito.
Apesar dos esforços para retomar a confiança popular, a estratégia de Lula tem gerado críticas, inclusive entre seus aliados. Ele tem defendido maior controle sobre as estatais, considerando-as ferramentas para seu projeto político, e sugeriu mudanças no mercado de combustíveis, como a venda direta pelo setor público para grandes consumidores. Contudo, essas propostas têm sido vistas com ceticismo, e suas declarações, como a de não comprar quando o preço está alto, acabaram prejudicando ainda mais sua imagem.
Além disso, a busca pela popularidade perdida tem incluído negociações de cargos e ministérios com partidos políticos aliados, mas sem grandes avanços. Embora o governo dependa do apoio no Congresso, a estratégia de distribuição de cargos perdeu valor, e o cansaço com a repetição das mesmas abordagens tem se tornado um obstáculo crescente. O cenário político atual revela uma crescente insatisfação, tanto dentro quanto fora do governo, com as soluções tradicionais não conseguindo gerar os resultados esperados.