O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (12) o que chamou de “lenga-lenga” no processo de exploração de petróleo na Margem Equatorial do Amapá, sugerindo que o Ibama, órgão ambiental, parece agir contra o governo. Lula defendeu a realização de pesquisas na região para identificar a presença e a quantidade de petróleo, mas destacou que a exploração efetiva dependeria dos resultados dessas investigações. Ele reforçou que a Petrobras, responsável pela pesquisa e eventual extração, é experiente e deve seguir todos os procedimentos necessários para prevenir danos ambientais.
Lula também abordou a importância da exploração do petróleo como fonte de recursos para financiar a transição energética do país, afirmando que o governo não pode ignorar a riqueza potencial na região. A crítica ao Ibama ocorre em um momento de resistência ao projeto, especialmente por parte do Ministério do Meio Ambiente, liderado por Marina Silva. O Ibama já havia recusado a licença para a Petrobras em 2023, e a petroleira continua tentando cumprir as exigências ambientais do órgão para conseguir a aprovação.
O governo federal, liderado por Lula e com o apoio do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prepara uma ação para pressionar pela liberação da exploração de petróleo na região da bacia da foz do Rio Amazonas. Contudo, o impasse continua, com uma clara divisão entre os interesses do desenvolvimento econômico e as preocupações ambientais, refletindo a complexidade do debate sobre o futuro energético do Brasil.