O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou Gleisi Hoffmann como a nova ministra das Relações Institucionais, informando em primeira mão os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. A nomeação gerou reações mistas, com algumas lideranças políticas demonstrando dúvidas sobre como a deputada federal, conhecida por seu estilo combativo, conseguirá dialogar e construir consensos no Congresso, uma das principais funções do cargo.
Aliados de Davi Alcolumbre e Hugo Motta, por exemplo, se mostraram surpresos com a escolha e temem que a falta de experiência de Hoffmann em negociações políticas possa dificultar a aprovação das propostas do governo. Além disso, a nomeação foi vista com cautela por aqueles que defendem um fortalecimento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, especialmente após as críticas públicas de Hoffmann ao chefe da equipe econômica. A presença de uma figura política com postura crítica a Haddad no governo gerou preocupações sobre possíveis tensões dentro da equipe.
Por outro lado, a escolha de Gleisi Hoffmann também pode trazer vantagens ao governo, já que ela tem uma boa relação com alguns deputados e pode garantir apoio da base aliada. Contudo, o cargo de ministra das Relações Institucionais perdeu parte de seu poder nas últimas décadas, o que pode limitar sua capacidade de articulação. A decisão de Lula de escolher uma figura forte dentro do PT reflete sua estratégia de cobrança e alinhamento da base, mas a eficácia dessa abordagem ainda está em questionamento.