A Justiça revogou a prisão de três pessoas ligadas a um empresário investigado em um esquema de fraudes envolvendo a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). A operação da Polícia Civil de Goiás, chamada “Obra Simulada”, apura desvios de recursos em contratos firmados entre a Goinfra e uma construtora. A investigação aponta que o valor do contrato inicial de R$ 5 milhões, destinado a serviços de manutenção, foi alterado para R$ 27 milhões com aditivos irregulares, além de modificar sua natureza para obras de engenharia.
Os envolvidos na operação, entre eles ex-servidores e membros da empresa investigada, foram presos em janeiro deste ano, mas a juíza responsável pelo caso determinou a soltura dos três investigados, alegando que não havia mais necessidade de suas prisões temporárias para o andamento das investigações. A decisão foi fundamentada no fato de que as pessoas em questão colaboraram com as apurações.
A operação, que resultou em mais de 100 mandados de busca e apreensão, investiga a construção de diversos projetos, como postos da Polícia Militar Rodoviária Estadual e obras em prédios públicos. Embora o contrato tenha sido inicialmente para manutenção, as investigações revelaram mudanças que indicam práticas irregulares, inclusive a realização de obras não permitidas pela legislação.