A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogou por mais um ano o afastamento das magistradas Maria do Socorro Barreto Santiago e Marivalda Almeida Moutinho, ambas do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), investigadas na Operação Faroeste, que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais. A decisão é válida até fevereiro de 2026, e o relator, ministro OG Fernandes, destacou a persistência dos motivos para os afastamentos, que envolvem um total de 15 acusados, incluindo juízes, desembargadores, advogados e empresários.
A investigação, iniciada em 2019, também examina crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, e tráfico de influência. O grupo suspeito atuava na legitimização de terras no oeste da Bahia por meio de decisões judiciais fraudulentas. A operação já resultou em prisões e afastamentos de magistrados, além de investigações que indicam o envolvimento de advogados e produtores rurais, com movimentações financeiras bilionárias associadas a esses crimes. O processo segue avançando, com a fase pericial em andamento e previsões de interrogatórios e alegações finais em breve.
Embora os afastamentos das outras magistradas investigadas tenham sido encerrados ou prorrogados, Maria do Socorro e Marivalda seguem com os afastamentos ativos, enquanto as investigações continuam. Em 2024, a Corte do STJ aceitou uma nova denúncia contra a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, tornando-a ré, junto a outros envolvidos. O caso segue sendo acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF), que monitora os desdobramentos e apresenta novas acusações conforme o andamento das investigações.