O ex-governador de Goiás foi condenado por improbidade administrativa após a Justiça comprovar que ele utilizou aeronaves do Estado para viagens pessoais durante o período eleitoral de 2006. A sentença determinou que ele devolvesse R$ 9,1 mil aos cofres públicos, valores relacionados a custos com combustível e manutenção das aeronaves. O caso envolveu a utilização indevida de aviões oficiais para deslocamentos a cidades como Rio de Janeiro, Cuiabá e Brasília, sob a falsa alegação de participação em velórios de interesse público, sendo, na verdade, atividades ligadas à sua campanha eleitoral para o Senado.
A investigação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) revelou que as viagens, realizadas com aeronaves oficiais, ocorreram entre junho e dezembro de 2006, com a utilização de modelos King Air B-300 e B-200. O juiz responsável pela sentença apontou a tentativa de justificar o uso das aeronaves como parte de um interesse público, destacando que as viagens estavam vinculadas a interesses pessoais e partidários, o que configurou abuso de recursos públicos.
O ex-governador, que ainda pode recorrer da decisão, alegou que as viagens tinham caráter institucional e não configuravam improbidade administrativa, além de solicitar a aplicação retroativa das mudanças na Lei de Improbidade Administrativa. A condenação ocorre em meio a novas investigações da Polícia Federal, que apuram desvios de recursos do SUS durante sua gestão, o que pode impactar sua carreira política, especialmente em relação a uma possível candidatura em 2026.