A Justiça da Bahia aceitou a denúncia do Ministério Público contra quatro pessoas envolvidas em um esquema criminoso de lavagem de dinheiro e agiotagem na região de Feira de Santana, cerca de 100 km de Salvador. Os acusados tentaram obstruir investigações da Operação El Patrón, com ações que incluíram o uso de dados de uma conta de armazenamento de informações e a tentativa de apagar arquivos digitais. A operação é um desdobramento de investigações anteriores que envolvem a suspeita de lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilícitas, como o jogo do bicho e o desmanche de veículos.
Além das ações para atrapalhar as investigações, o grupo está relacionado a movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados à Receita Federal. A Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023, teve como alvos várias pessoas e empresas suspeitas de envolvimento com o crime. Mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueio de valores e sequestro de propriedades foram cumpridos na ação. A operação revelou uma rede complexa de crimes financeiros e atividades criminosas, incluindo o envolvimento de agentes públicos e familiares de figuras políticas.
Os envolvidos na organização criminosa atuaram em diversas funções dentro do esquema, realizando movimentações financeiras ilegais e coordenando a lavagem de dinheiro. Entre os crimes identificados, estão a agiotagem e a receptação qualificada. A operação também resultou na apreensão de grandes quantidades de bens e documentos, além de evidências de desvio de recursos públicos e transações financeiras ilícitas. As investigações continuam, com o objetivo de desmantelar completamente a rede criminosa e punir os responsáveis por essas atividades ilegais.