Os juros futuros apresentaram uma redução da queda no período da tarde, fechando perto dos ajustes, enquanto os rendimentos dos Treasuries renovaram máximas intradia. O movimento ocorreu em um dia com agenda econômica limitada, mas com destaque para especulações em torno das eleições de 2026, após declarações políticas envolvendo o governador de São Paulo e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o mercado reagiu a um leilão robusto do Tesouro Nacional, que, apesar da preocupação inicial com o tamanho da operação, teve uma demanda forte e ajudou a estabilizar as taxas de juros.
Durante a manhã, o mercado de juros futuros acompanhou a curva de rendimento dos Treasuries, com os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) registrando alta devido à apreensão com o grande leilão de NTN-B promovido pelo Tesouro. No entanto, as taxas caíram após o sucesso da demanda. À tarde, a curva de juros voltou a se estabilizar, refletindo uma melhora no desempenho do real, com o dólar atingindo a mínima de R$ 5,67. O leilão, que colocou 5 milhões de títulos à venda, foi considerado um dos maiores realizados pelo Tesouro desde 2007, destacando-se pelo volume e pelo risco envolvido.
O economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, observou que o mercado está atento ao possível tom mais rígido do Federal Reserve, com a divulgação da ata de sua última reunião de política monetária prevista para o dia seguinte. Além disso, o mercado interno tem monitorado atentamente o cenário político, especialmente após dados recentes que indicam um possível enfraquecimento da popularidade do presidente Lula. A publicação de declarações políticas envolvendo possíveis candidatos para as eleições de 2026, incluindo figuras do cenário político atual, também trouxe ruídos para o mercado financeiro.