O julgamento de Jorge Guaranho, ex-policial penal acusado de matar o tesoureiro do PT Marcelo Arruda, continua em Curitiba. Guaranho defendeu sua versão de que reagiu a disparos de Arruda e que não tinha intenção de matar. Segundo ele, o conflito se iniciou após uma discussão na festa de aniversário de Arruda, onde Guaranho, ao ouvir músicas associadas ao presidente Bolsonaro, se desentendeu com a vítima. Durante o depoimento, Guaranho alegou que, ao voltar ao local após a primeira troca de palavras, foi atingido por tiros e, em legítima defesa, disparou contra Arruda, que estava armado.
O caso gerou um intenso debate sobre a motivação política, já que Guaranho foi à festa com músicas de apoio ao presidente Bolsonaro, o que teria agravado a situação. No entanto, o réu afirmou que não tinha animosidade política e que o ato foi resultado de uma situação de confronto pessoal, especialmente depois que seu filho foi machucado com terra arremessada por Arruda. Durante o julgamento, o réu também expressou arrependimento pela morte de Arruda e falou sobre as sequelas físicas e emocionais que sofreu após o confronto.
O julgamento, que iniciou no dia 11 de fevereiro, está previsto para ser concluído no dia 13, com a fase de debates entre acusação e defesa, antes que o Conselho de Sentença decida pela condenação ou absolvição de Guaranho. O crime ocorreu em julho de 2022 e gerou ampla repercussão, sendo filmado por câmeras de segurança. Após o tiroteio, Guaranho foi agredido por convidados da festa e passou um período internado, antes de ser encaminhado ao Complexo Médico-Penal. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar.