Uma juíza federal argentina recebeu a primeira denúncia formal contra o presidente do país, relacionada a uma suposta fraude envolvendo uma criptomoeda que teria gerado grandes prejuízos a investidores. A denúncia foi apresentada pelo economista Claudio Lozano, líder do partido Unidad Popular, e a juíza María Servini foi designada para investigar o caso. Lozano acusa o presidente de formar uma associação ilícita com o objetivo de cometer fraude, resultando em perdas superiores a 4 bilhões de dólares.
A denúncia tem como foco a promoção da criptomoeda $LIBRA, que teve um aumento expressivo no seu valor antes de colapsar e causar prejuízos significativos a milhares de pessoas. Além do presidente, a queixa também inclui o presidente da Câmara dos Deputados, que compartilhou uma postagem relacionada à criptomoeda em suas redes sociais. Este episódio está gerando um debate político e jurídico no país, com diversas ações sendo movidas contra o presidente por ativistas políticos e advogados.
Além da denúncia atual, o presidente enfrenta mais de 100 processos judiciais relacionados à promoção do token $LIBRA, que já havia gerado controvérsia devido ao seu colapso. A situação está atraindo atenção tanto de órgãos judiciais quanto da sociedade, com um crescente questionamento sobre o impacto da criptomoeda e as responsabilidades associadas a sua promoção. A investigação em andamento pode trazer mais detalhes sobre o caso e suas possíveis implicações legais.