Uma juíza distrital dos Estados Unidos determinou que o chefe de uma agência responsável por proteger delatores governamentais fosse reintegrado temporariamente ao seu cargo após uma ação judicial que questionou sua remoção pelo governo. O processo alegava que a demissão, realizada sem justificativa legal, violava normas que protegem funcionários contra demissões arbitrárias. A decisão, que mantém o cargo de Hampton Dellinger até quinta-feira, permitirá que o tribunal avalie um possível retorno definitivo.
Dellinger, nomeado por um governo anterior, afirmou que sua remoção não teve base legal e que a ação poderia ser vista como uma tentativa de enfraquecer as investigações contra irregularidades no governo federal. Ele argumentou ainda que a medida refletia uma tendência do governo em modificar a estrutura das agências, o que afetaria a independência de suas funções de fiscalização e proteção a denúncias. O caso acontece em um contexto de reestruturação e mudanças no serviço público, com algumas demissões recentes no governo.
Por outro lado, defensores da administração afirmam que o presidente possui amplos poderes para decidir sobre a gestão de agências executivas, o que inclui a demissão de funcionários. A disputa reflete uma maior preocupação sobre o papel das agências de fiscalização e as potenciais consequências de mudanças que possam afetar a proteção a delatores. A juíza continua a avaliar o caso, que pode ter repercussões sobre o futuro da agência e sua capacidade de atuar de forma independente.