Na sexta-feira, 7, um juiz federal dos Estados Unidos decidiu bloquear temporariamente a medida do governo de Donald Trump, que visava colocar 2.200 funcionários da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) em licença remunerada. A decisão foi tomada pelo juiz distrital Carl Nichols, nomeado por Trump, que atendeu ao pedido de duas associações de funcionários federais. As entidades argumentaram que o presidente não tinha autoridade para promover o desmantelamento de uma agência com mais de 60 anos de existência, estabelecida por legislação do Congresso.
A medida de Trump e o apoio de seu aliado, Elon Musk, que lidera o Departamento de Eficiência Governamental (Doge), geraram controvérsias e críticas, especialmente no que se refere aos cortes orçamentários propostos. Musk e o presidente têm se mostrado críticos da USAID e de sua atuação, levantando um desafio sem precedentes ao funcionamento de vários programas do governo federal.
As associações de funcionários federais buscaram impedir a implementação da medida, apontando a legalidade e a longa história da USAID, defendendo a continuidade do trabalho da agência, que é crucial para a assistência e desenvolvimento internacional. A decisão judicial provisória representa uma pausa nos planos do governo de suspender temporariamente os servidores da agência.