Um juiz federal determinou que o governo interrompesse imediatamente seus planos de colocar milhares de funcionários da USAID em licença administrativa. O aviso inicial, enviado na noite de terça-feira (4), informava que o governo planejava suspender os contratos de todos os funcionários contratados diretamente pela agência, com exceção de alguns casos. A decisão judicial impede a implementação dessa medida, que deveria ter entrado em vigor na sexta-feira (7).
A decisão judicial ocorre em um momento de tensões políticas envolvendo a USAID, uma vez que o governo anterior havia questionado a gestão da agência. O ex-presidente havia alegado que bilhões de dólares poderiam ter sido desviados, embora não tenha apresentado provas substanciais. A ordem judicial afasta, por enquanto, o impacto imediato sobre mais de 2.000 funcionários que haviam sido avisados sobre a suspensão de suas funções.
A medida de suspensão afetaria funcionários tanto nos Estados Unidos quanto no exterior, sem informações claras sobre como o processo de repatriação e demissões seria conduzido. Embora a decisão tenha gerado incertezas, ela traz alívio temporário para os trabalhadores que estavam em risco de perder o emprego ou enfrentar uma mudança abrupta em suas condições de trabalho.