O Itaú Unibanco sugere que o governo brasileiro implemente um congelamento de R$ 35 bilhões nas despesas discricionárias do Orçamento Geral da União (OGU) já em março, como uma forma de demonstrar compromisso com a meta fiscal de déficit zero para 2025. A recomendação faz parte de um relatório divulgado pela equipe de pesquisa macroeconômica do banco. A projeção da instituição é de que o Brasil enfrente um déficit primário de 0,7% do PIB este ano, o que representa um desafio para alcançar o objetivo fiscal do próximo ano.
O banco considera fundamental que o governo anuncie uma contenção significativa de gastos, o que ajudaria a reforçar a confiança em sua capacidade de cumprir o plano fiscal. A equipe econômica do governo, por sua vez, planeja adotar uma execução mais rígida dos gastos discricionários até a aprovação do orçamento. A estratégia é evitar repetir a abordagem adotada no ano passado, que consistiu em distribuírem os bloqueios ao longo do ano, e focar em um congelamento mais rigoroso logo nas primeiras revisões bimestrais.
Enquanto o orçamento não for aprovado, a equipe econômica está considerando alternativas, como a adoção de um decreto para limitar a execução orçamentária dos ministérios. Isso visa demonstrar que o governo está comprometido com o cumprimento da meta de déficit zero. A primeira reavaliação bimestral de receitas e despesas está prevista para março, e o congelamento das despesas pode ser formalizado na revisão de maio, se a proposta for bem-sucedida.