O Exército de Israel retirou suas tropas do sul do Líbano nesta terça-feira (18), conforme estipulado pelo acordo de trégua com o Hezbollah. No entanto, o país anunciou que manterá cinco posições estratégicas ao longo da fronteira, contrariando o desejo das autoridades libanesas por uma retirada total. A medida foi justificada como temporária, até que o Exército libanês possa garantir a aplicação plena do acordo. A retirada das forças israelenses foi acompanhada pela chegada do Exército libanês, com apoio das Nações Unidas, para monitorar a região.
O acordo de cessar-fogo de 27 de novembro, que marcou o fim de dois meses de conflitos abertos entre Israel e o Hezbollah, determinava a retirada total das tropas israelenses até 18 de fevereiro. Durante o período de hostilidades, o Hezbollah, apoiado pelo Irã, realizou ataques transfronteiriços contra Israel, o que levou ao agravamento do conflito. Com o cessar-fogo, as forças israelenses deixaram posições no sul do Líbano, enquanto a ONU e o Exército libanês assumiram o controle da área.
Apesar da destruição e do grande número de deslocados, com cerca de 100 mil libaneses ainda em exílio, a população local espera retornar às suas casas e avaliar os danos. Algumas áreas, especialmente as mais afetadas pelos combates, aguardam o deslocamento completo das forças de segurança para garantir a segurança e permitir a volta dos civis. O Hezbollah, que teve seus redutos severamente danificados, comprometeu-se a desmantelar suas infraestruturas, conforme parte do acordo de trégua.