O Cerrado, um dos biomas mais antigos do Brasil, tem sido intensamente explorado desde a colonização, inicialmente pelo ouro e, posteriormente, pela pecuária. A partir da década de 1930, com a Marcha para o Oeste, a ocupação do bioma aumentou, acelerando sua degradação. Entre 1985 e 2023, o Cerrado perdeu 38 milhões de hectares, o que representa mais de um quarto de sua vegetação original. A expansão agrícola, especialmente da soja, tem sido um dos principais fatores dessa destruição.
Em resposta aos danos ambientais, iniciativas de restauração têm sido implementadas para recuperar áreas devastadas. Um exemplo importante é o Edital Corredores de Biodiversidade, que visa restaurar 2.700 hectares em cinco estados brasileiros nos próximos quatro anos. Com investimentos de R$ 58 milhões, o projeto é uma parceria entre o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), o BNDES e a Petrobras, e busca reconectar áreas fragmentadas e promover práticas sustentáveis.
Além de restaurar o ecossistema, o projeto também fortalece organizações comunitárias e promove o intercâmbio de experiências e conhecimentos técnicos entre as instituições envolvidas. Recentemente, especialistas e representantes das organizações participaram de um encontro em Alto Paraíso para discutir as melhores práticas de restauração e visitar áreas que estão em processo de recuperação, reforçando o compromisso com a conservação do Cerrado a longo prazo.