A inflação nos Estados Unidos acelerou para 3% em janeiro, refletindo uma pressão adicional sobre a economia. A alta é impulsionada principalmente pelos preços de alimentos e energia, com destaque para o aumento do preço do ovo, que teve a maior elevação mensal desde 2015. Essa inflação mais alta deve prolongar a manutenção das taxas de juros elevadas pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, dificultando a redução dos custos financeiros para consumidores e empresas.
Esse cenário também afeta a economia brasileira, já que a alta dos juros nos EUA tende a fortalecer o dólar em relação ao real, além de atrair investidores para os ativos americanos em detrimento de economias emergentes. O impacto foi sentido no mercado brasileiro, com o Ibovespa apresentando queda, embora a situação tenha sido parcialmente amenizada pelas conversas de Trump sobre o fim da guerra na Ucrânia, o que ajudou a diminuir a cotação do dólar.
Além disso, o presidente dos EUA continua pressionando o Fed para cortar os juros, apesar das declarações de Jerome Powell, presidente do banco central, que garantiu que as decisões seriam baseadas nos dados econômicos e que a inflação ainda não foi totalmente controlada. A situação é vista como um desafio tanto para a política interna dos EUA quanto para as economias que dependem do dólar e das decisões do Fed.