A inflação na zona do euro tem mostrado sinais de desaceleração e está se aproximando da meta de 2%, conforme análise do Banco Central Europeu (BCE) em sua ata de reunião de janeiro. O BCE já promoveu cortes sucessivos nas taxas de juros desde junho do ano passado, destacando que a necessidade de restrição ao crescimento econômico tem diminuído à medida que os preços se estabilizam. No entanto, a instituição adotou uma postura cautelosa sobre um possível afrouxamento monetário, uma vez que ainda há preocupações com certos fatores que podem afetar a inflação.
Embora os membros do BCE reconheçam um progresso significativo no processo de desinflação, apontam que há riscos que podem desviar a trajetória dos preços. O crescimento econômico permanece abaixo do esperado, e a desaceleração dos salários tende a aliviar as pressões inflacionárias. Contudo, o aumento dos custos de energia, a desvalorização do euro e a possibilidade de uma guerra comercial com os Estados Unidos são fatores que podem levar a um aumento nos preços ao consumidor.
Os investidores esperam novos cortes nas taxas de juros nas próximas reuniões do BCE, com a expectativa de que a taxa de depósito seja reduzida em mais 25 pontos-base em breve. Esse movimento pode continuar ao longo de 2025, dependendo do comportamento da inflação. O BCE indicou que, se a inflação continuar a ser controlada, uma mudança para uma política monetária mais neutra poderá ser implementada, evitando um freio excessivo no crescimento econômico.