Em janeiro de 2025, a inflação anualizada do café moído alcançou 50,4%, o maior aumento registrado desde o início da série histórica, em dezembro de 2020. A alta foi um dos principais fatores de impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com um aumento de 8,56% no preço do café no mês de janeiro, resultando em uma contribuição de 0,04 ponto percentual na inflação total. A queda na produção interna e problemas de oferta no Vietnã ajudaram a impulsionar os preços.
O preço do café também foi influenciado por uma diminuição na produção brasileira, que fechou a safra de 2024 com 54,21 milhões de sacas, uma redução em relação ao ano anterior. Essa escassez, juntamente com o aumento da demanda, afetou diretamente o consumo dos brasileiros, levando a uma queda nas compras de alimentos essenciais, como constatado em uma pesquisa da Varejo 360. Além disso, a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) prevê um aumento de 20% a 25% no preço do café no curto prazo.
O aumento nos preços do café tem gerado críticas por parte da oposição política, com alguns políticos e governantes demonstrando descontentamento com o impacto nos consumidores. Durante protestos, parlamentares utilizaram sacos de café como símbolo da insatisfação com os altos preços dos alimentos. O debate sobre a inflação dos alimentos tem afetado as percepções sobre a gestão econômica do governo, especialmente em um momento de crescimento da inflação no país.