A demolição da ponte Juscelino Kubitschek, que colapsou no final de 2024 entre os estados do Tocantins e Maranhão, entrou em uma nova etapa com a implosão da estrutura remanescente, realizada no domingo (2). A ação, coordenada pelo engenheiro responsável por diversas implosões em obras históricas, envolveu mais de 200 kg de explosivos e durou apenas 15 segundos. Após o evento, a técnica de fragmentação mecanizada será usada para remover os escombros, incluindo o pilar que permaneceu de pé. Essa fase de destruição segue parte do cronograma para a construção de uma nova ponte, com previsão de entrega para o próximo ano.
O desabamento da ponte, ocorrido em dezembro de 2024, resultou na morte de 14 pessoas e deixou três desaparecidos. Dezenove vítimas estavam na estrutura no momento do colapso, e apenas uma delas sobreviveu. O acidente gerou grande comoção nas cidades vizinhas, e as autoridades, como a Defesa Civil e o DNIT, acompanharam de perto o processo de implosão para garantir a segurança da população local, com evacuação prévia das áreas em risco. A remoção dos destroços ocorrerá com o uso de máquinas pesadas, enquanto o terreno da área foi preparado para facilitar o acesso e a retirada dos materiais.
Além da fase de demolição, a recuperação da região afetada segue sendo um desafio, pois as comunidades locais enfrentam um impacto econômico significativo devido ao acidente e à perda de vidas. O engenheiro responsável pelo processo expressou o quanto a situação emocional afetou os envolvidos, apesar de sua experiência com grandes implosões. As ações de remoção e construção estão sendo monitoradas para que a reconstrução da ponte ocorra de forma eficiente e dentro do prazo estabelecido.