O Ibovespa enfrentou um dia de perdas significativas, com a baixa de 1,60% no fechamento, marcando 122.799 pontos. O índice da B3 teve um desempenho negativo, principalmente após o anúncio de que Gleisi Hoffmann assumiria a coordenação política no governo brasileiro, o que gerou preocupações no mercado devido ao seu perfil ideológico. Essa escolha foi vista como um possível fortalecimento do viés populista do governo e um enfraquecimento da posição do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O clima político instável, aliado a um cenário externo tenso, contribuiu para a desvalorização das ações no Brasil, com destaque para a forte alta do dólar.
A situação externa também influenciou o movimento do mercado, com um bate-boca entre os presidentes Donald Trump e Volodymyr Zelensky sobre o conflito no Leste Europeu, gerando um ambiente de incertezas. Essa troca de acusações e a possível aproximação de Trump com a Rússia provocaram mais volatilidade nos mercados globais, afetando os índices de Wall Street e acentuando a queda no Brasil. O dólar fechou em alta de 1,50%, cotado a R$ 5,9163, refletindo a instabilidade local e internacional, enquanto as ações de grandes bancos e commodities, como Vale e Petrobras, registraram perdas no dia.
Apesar das dificuldades no mercado de ações, algumas empresas como Marcopolo, Eletrobras e Localiza se destacaram com ganhos. O Ibovespa registrou uma queda de 2,64% em fevereiro, após uma alta de 4,86% em janeiro. A expectativa para o curto prazo permanece dividida entre os analistas, com projeções equilibradas entre alta, queda e estabilidade para a próxima semana. O cenário fiscal e político permanece sendo uma das principais fontes de incerteza para o desempenho do índice nos próximos dias.