O Ibovespa fechou a sexta-feira nos 128.218,59 pontos, marcando o maior nível de encerramento de 2025, impulsionado por uma forte recuperação durante o pregão. O índice avançou 2,70%, com destaque para as ações de grandes empresas como Petrobras e Banco do Brasil, que se beneficiaram do movimento positivo mesmo em meio à queda do petróleo. A alta do índice foi a mais expressiva desde o final de janeiro, refletindo um otimismo renovado no mercado e fechando a semana com um ganho acumulado de 2,89%, após uma queda de 1,20% na semana anterior.
A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme pesquisa do Datafolha, teve um impacto importante no mercado, criando um ambiente mais favorável para investimentos. O dólar caiu para abaixo de R$ 5,70, refletindo também o cenário externo mais tranquilo, sem o impacto esperado de tarifas comerciais dos Estados Unidos. Esse contexto contribuiu para uma descompressão nas taxas de juros e fortaleceu o real, que se tornou a moeda com melhor desempenho no ano.
Apesar do otimismo, as expectativas para o curto prazo seguem equilibradas entre os participantes do mercado, com previsões divididas entre alta, estabilidade e queda do Ibovespa. O cenário permanece de correção de distorções observadas no final do ano passado, quando os juros e o dólar estavam elevados. A atual temporada de resultados resilientes das empresas e o posicionamento do Banco Central, com sinalização de possíveis aumentos na taxa de juros, também desempenham papéis cruciais na definição do rumo dos mercados financeiros.