O grupo Hamas libertou três reféns israelenses como parte de um acordo de cessar-fogo em Gaza, que resultou também na libertação de prisioneiros palestinos. A cerimônia de entrega, realizada em Deir-Al-Balah, provocou forte reação de Israel, que expressou indignação pelas condições em que os reféns estavam. As imagens da cerimônia e as condições físicas dos reféns geraram um clima de tensão, com o governo israelense prometendo uma resposta às condições enfrentadas pelos prisioneiros.
Os reféns libertados incluem Ohad Ben Ami, Eli Sharabi e Or Levy, que enfrentaram dificuldades durante o sequestro e, no caso de Levy, também a perda de sua esposa. Cada um dos libertados teve histórias pessoais marcadas por dor, como a perda de parentes ou a separação da família. A libertação aconteceu no contexto de um acordo que já resultou na troca de 21 reféns israelenses por aproximadamente 730 palestinos, com a Cisjordânia sendo um dos locais de recepção dos prisioneiros palestinos.
O processo de troca tem sido acompanhado de perto pelas partes envolvidas, com acusações mútuas de violações dos termos do cessar-fogo. Israel, por exemplo, acusou o Hamas de atrasar a divulgação dos nomes dos reféns que seriam soltos, enquanto o Hamas reclamou da obstrução de ajuda humanitária em Gaza. A quinta troca de prisioneiros desde janeiro de 2025 marca um momento significativo no acordo de paz, com esforços de ambos os lados para avançar nas negociações, apesar das tensões persistentes.