O Hamas anunciou o adiamento indefinido da libertação de reféns israelenses, que deveria ocorrer no próximo fim de semana, alegando violações do acordo de cessar-fogo por parte de Israel. Segundo o grupo, Israel falhou em permitir o retorno dos civis palestinos ao norte da Faixa de Gaza e teria realizado bombardeios durante a trégua. Em resposta, o governo israelense negou as acusações, afirmando que apenas atacou veículos em áreas não permitidas e que permitiu o retorno de palestinos à região norte.
A situação gerou tensão, com o governo israelense criticando o anúncio do Hamas como uma violação dos acordos de trégua e de troca de reféns. Israel reforçou a segurança nas áreas ao redor da Faixa de Gaza, colocando suas forças armadas em alerta máximo diante da possibilidade de novos conflitos. O impasse ameaça comprometer o acordo de seis semanas que vinha sendo mediado para garantir a troca de reféns e prisioneiros entre os dois lados.
Enquanto as negociações para uma nova fase da trégua estavam previstas para começar, a situação se tornou incerta. O Hamas condiciona a libertação de reféns à retirada completa das forças israelenses de Gaza, enquanto Israel insiste em finalizar a guerra apenas após neutralizar as capacidades militares do grupo. Em uma possível terceira fase, os corpos dos reféns seriam devolvidos em troca de um plano de reconstrução de Gaza sob supervisão internacional. A pressão sobre os mediadores aumentou com os relatos sobre as condições físicas dos reféns libertados.