Em 2025, um monitoramento via satélite realizado pelo Greenpeace Brasil revelou a presença de 130 dragas operando ilegalmente no Rio Madeira, uma das principais vias fluviais do Amazonas. A atividade foi detectada em uma área entre os municípios de Novo Aripuanã e Humaitá, com alertas registrados sobre balsas agregadas, em movimento ou ancoradas. Esse cenário ocorre meses após a realização da Operação Prensa, uma grande ação de combate ao garimpo ilegal, que destruiu cerca de 300 dragas na região do Sul do Amazonas em 2024.
O Greenpeace destacou que, apesar da operação das autoridades em 2024, o garimpo ilegal segue uma tendência de crescimento acelerado, especialmente em áreas protegidas e Terras Indígenas. O número de dragas detectadas no Rio Madeira reflete a persistência da atividade, que ameaça tanto o meio ambiente quanto as condições sociais locais. As autoridades locais e a Polícia Federal foram questionadas sobre as ações em curso para combater o problema, mas ainda não houve uma resposta oficial até o momento da publicação do relatório.
O aumento da área de garimpo na bacia do Madeira é alarmante. De acordo com o MapBiomas, a área destinada a esse tipo de exploração saltou significativamente nos últimos anos, de 3.753 hectares em 2007 para 9.660 hectares em 2020. Essa expansão é parte de um fenômeno mais amplo, que observa o crescimento do garimpo na Amazônia, com impactos negativos sobre o meio ambiente e as comunidades locais. Além disso, as recentes tensões entre garimpeiros e forças de segurança indicam a complexidade e o risco de confrontos em áreas de conflito.