Em 2025, o governo brasileiro estabeleceu novas diretrizes para a merenda escolar, limitando o gasto com alimentos processados e ultraprocessados a 15% do orçamento destinado à alimentação escolar. Para 2026, esse percentual será reduzido para no máximo 10%. Essa mudança visa promover uma alimentação mais saudável nas escolas públicas, que atendem cerca de 40 milhões de crianças e adolescentes em todo o país. A nova resolução também sugere que as escolas evitem a compra de alimentos ultraprocessados, como biscoitos e refrigerantes, em favor de opções mais nutritivas.
A medida tem como objetivo combater o crescente problema da obesidade infantil no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada sete crianças brasileiras apresenta excesso de peso ou obesidade, e a reforma na alimentação escolar pretende oferecer um cardápio mais equilibrado, com ênfase em alimentos frescos e saudáveis. Além disso, pelo menos 30% dos recursos destinados à merenda escolar devem ser direcionados para a compra de alimentos provenientes da agricultura familiar.
A mudança na alimentação escolar também reflete a crescente preocupação com os impactos dos alimentos processados e ultraprocessados na saúde pública e na economia. O consumo excessivo desses produtos gera um custo anual significativo à saúde, estimado em R$ 10,4 bilhões. Com isso, o governo busca melhorar a qualidade da alimentação oferecida aos estudantes e incentivar hábitos alimentares mais saudáveis dentro e fora das escolas.