Em 2025, o Governo Federal implementará uma redução significativa nos alimentos ultraprocessados oferecidos nas escolas públicas, passando de 20% para 15% no cardápio das instituições. Essa mudança, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa melhorar a qualidade nutricional das refeições fornecidas aos estudantes, abrangendo cerca de 40 milhões de alunos em todo o país. Além disso, o novo regulamento incentivará a utilização de alimentos da agricultura familiar, com prioridade para comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas.
A alteração ocorrerá por meio de uma modificação na Resolução nº 6/2020, que rege as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). De acordo com especialistas, a diminuição dos alimentos ultraprocessados deve beneficiar a saúde dos estudantes a curto e longo prazo. A ingestão excessiva desses produtos, ricos em açúcares, gorduras trans e sódio, está associada a problemas como obesidade infantil, diabetes e baixos índices de desempenho escolar.
O nutricionista Fernando Leite reforça a importância de uma alimentação natural e equilibrada para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças e adolescentes. Para garantir que as refeições atendam às necessidades nutricionais específicas de cada faixa etária, o papel do nutricionista é fundamental na elaboração dos cardápios escolares. O objetivo é promover hábitos alimentares saudáveis que ajudem no crescimento e fortaleçam o sistema imunológico dos alunos, além de contribuir para uma educação alimentar mais consciente.