O governo de Luiz Inácio Lula da Silva propôs uma reforma tributária com foco no aumento da tributação sobre a renda dos mais ricos, afetando cerca de 150 mil pessoas com uma alíquota máxima de 10%. A medida visa equilibrar o sistema fiscal, beneficiando 10 milhões de brasileiros com a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para salários de até R$ 5.000 mensais. A proposta busca reduzir a desigualdade tributária, uma vez que atualmente os mais ricos contribuem com uma taxa muito inferior à dos trabalhadores comuns, que pagam, em média, 12%.
A equipe econômica do governo, liderada pelo Ministério da Fazenda, afirmou que a reforma não terá impacto negativo na agenda fiscal do país, destacando que o objetivo é alcançar um equilíbrio nas contas públicas. Além disso, Durigan, secretário-executivo do ministério, ressaltou que o governo pretende também enfrentar a sonegação, especialmente em setores como o de combustíveis, e implementar mecanismos para evitar a evasão fiscal.
Com relação à carga tributária das empresas, Durigan explicou que as alíquotas efetivas no Brasil são bem mais baixas do que as previstas em teoria, com as empresas pagando cerca de 22%, ao invés dos 34% esperados. A reforma tributária aprovada em 2023 já incluiu mudanças no sistema de consumo, e o governo agora foca em simplificar o sistema tributário do país, tornando-o mais eficiente e compreensível, o que deverá resultar em ganhos de produtividade para a economia nacional.