O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros do governo para definir os últimos detalhes do acordo sobre os assentos no conselho de administração da Eletrobras. Com o prazo para a conclusão da negociação se aproximando, ficou acordado que a União passará a ocupar três cadeiras no conselho, um aumento significativo em relação à única posição atual. Além disso, o número total de assentos no conselho aumentará de nove para onze. O governo também conquistou uma vaga no conselho fiscal, onde anteriormente não tinha representação.
Uma das principais questões em negociação era a saída da Eletrobras da Eletronuclear, empresa na qual a estatal possui participação. Embora a Eletrobras tenha demonstrado interesse em se afastar da Eletronuclear, o acordo final determinou que a empresa manterá suas obrigações. Além disso, a Eletrobras adiantará parte de suas obrigações financeiras, e os valores recebidos serão utilizados nas obras da usina nuclear de Angra 3, com o governo decidindo se prossegue ou não com o projeto na próxima terça-feira.
A negociação envolve também a questão da constitucionalidade da Lei 14.182, sancionada em 2021, que autorizou a privatização da Eletrobras. A Advocacia Geral da União (AGU) contestou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma parte da lei que limita o poder de voto dos acionistas a 10% no Conselho de Administração da companhia, considerando-a inconstitucional. O processo está sendo analisado pelo ministro Kassio Nunes Marques, que já concedeu prorrogações para que as negociações possam ser concluídas.