O governo dos Estados Unidos anunciou uma medida que limita os custos indiretos nos financiamentos das pesquisas do NIH, afetando áreas essenciais como energia, infraestrutura de laboratório e equipe administrativa. A mudança, que impacta diretamente as universidades e centros de pesquisa, reduz em 15% o valor destinado a esses custos, representando uma economia de cerca de US$ 4 bilhões. O objetivo declarado pela administração é direcionar mais recursos diretamente para as pesquisas em si, mas muitos especialistas e instituições alertam que a falta de recursos para a infraestrutura pode comprometer a continuidade dos estudos científicos e a qualidade das pesquisas.
Pesquisadores e universidades, especialmente as de grande porte como Harvard e Yale, enfrentam dificuldades para adaptar seus orçamentos a essa nova política. A medida já causou reações negativas, com ações judiciais movidas por diversos estados, alegando que a redução nos custos indiretos afetaria negativamente a produção científica e as inovações médicas no país. Universidades que dependem dessa verba para manter seus laboratórios e pesquisas correm o risco de reduzir suas atividades, o que pode afetar, inclusive, tratamentos médicos inovadores e a formação de novos cientistas.
No caso de pesquisadores brasileiros nos Estados Unidos, como Daniel Dahis e Daniel Adesse, o impacto também é significativo. As mudanças nos custos indiretos podem dificultar o financiamento de projetos, principalmente os que ainda estão em fase inicial e não possuem apoio privado. O financiamento do NIH, que é fundamental para muitas dessas pesquisas, pode se tornar insuficiente para cobrir as necessidades de infraestrutura, colocando em risco o avanço de estudos importantes, como os voltados para tratamentos médicos inovadores e transplantes. A decisão sobre a medida ainda está sendo debatida judicialmente e afetará principalmente as instituições e estados que entraram com ações contra o governo.