O governo da Suécia anunciou nesta sexta-feira (7) a intenção de implementar leis mais rígidas em relação ao porte de armas, após o ataque a tiros ocorrido em um centro de educação para adultos em Orebro, que resultou em pelo menos dez mortes. O agressor aparentemente usou rifles licenciados e de sua propriedade. As autoridades não divulgaram os nomes das vítimas, mas informaram que o processo de identificação deve ser concluído em breve. A investigação ainda não encontrou motivos ideológicos para o crime.
Em resposta ao ataque, o governo sueco concordou com a proposta de parlamentares de direita para intensificar as verificações de antecedentes das pessoas que solicitam licenças para porte de armas e restringir o uso de armas semiautomáticas. Entre as medidas planejadas, destaca-se a proibição do fuzil AR-15, um modelo de arma de assalto com origem militar. Segundo o ministro da Justiça, Gunnar Strommer, essa é uma resposta necessária para garantir maior segurança à população e evitar novos incidentes trágicos.
A iniciativa de reforçar o controle sobre armas vem após um episódio chocante em Orebro, que gerou grande comoção no país. A medida reflete a crescente preocupação das autoridades suecas com a segurança pública e a necessidade de evitar o uso indiscriminado de armamento pesado. O governo agora se compromete a revisar a legislação vigente para promover um equilíbrio entre os direitos de posse de armas e a proteção da sociedade.