O governo federal adiou nesta terça-feira (18) a decisão sobre a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3, localizada no estado do Rio de Janeiro. O projeto de construção da usina, iniciado em 1981, sofreu diversas paralisações ao longo dos anos, e a retomada da obra ainda depende de novos estudos e análises. A decisão foi tomada durante uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão consultivo que assessora o presidente da República.
A usina de Angra 3, que deveria ampliar a capacidade de geração de energia nuclear do Brasil, enfrenta desafios econômicos, ambientais e políticos, o que tem gerado debates sobre a viabilidade de sua conclusão. O projeto foi suspenso várias vezes, principalmente por questões orçamentárias e pela necessidade de adequação aos padrões de segurança.
Neste contexto, o adiamento da decisão sobre a retomada das obras reflete a complexidade do processo e a necessidade de mais tempo para avaliar os impactos do projeto, tanto em termos de custos quanto de sua contribuição para a matriz energética brasileira. A expectativa é de que novas informações e estudos complementares possam auxiliar na definição sobre os próximos passos para a obra.