O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, reconheceu em depoimento à Polícia Federal que errou ao afirmar que o ex-presidente e o líder de seu partido mantinham conversas frequentes. A declaração havia sido feita em uma entrevista em janeiro, quando Mello sugeriu que os dois políticos estivessem em contato constante. No entanto, uma medida cautelar do Supremo Tribunal Federal (STF) proíbe qualquer tipo de comunicação entre eles, dado que ambos são investigados por uma suposta tentativa de golpe de Estado.
A correção do governador foi uma resposta ao questionamento do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito. Em sua entrevista, Mello havia declarado que a aproximação entre os dois poderia ser positiva, mas isso foi interpretado como uma violação das restrições legais impostas pela Justiça. Moraes, ao investigar essas afirmações, buscou um esclarecimento formal sobre as alegações feitas.
Em uma nota à imprensa, o líder partidário envolvido negou qualquer contato com o ex-presidente, reiterando o compromisso com as ordens judiciais e explicando que qualquer outra interpretação sobre o caso teria sido um mal-entendido. As medidas cautelares permanecem em vigor e visam garantir o cumprimento das restrições legais enquanto a investigação prossegue.