Após os incêndios devastadores no Pantanal em 2024, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, ressaltou a importância de uma abordagem equilibrada nas punições relacionadas aos crimes ambientais. Ele destacou que, embora seja crucial evitar a impunidade e agir contra práticas criminosas, é necessário separar as ações realmente criminosas das que não são. Segundo Riedel, é fundamental ser assertivo nas decisões, evitando excessos e garantindo que as medidas sejam justas.
Em relação à prevenção de novos desastres, Riedel comentou que as mudanças para a preservação do Pantanal não devem se limitar ao período de seca, considerando que a crise de seca e calor de 2020 foi uma das mais graves enfrentadas pelo bioma. O governador afirmou que as medidas adotadas devem ser permanentes e visam mudar a cultura e a consciência local para lidar com as condições climáticas adversas de maneira contínua e eficaz.
Além disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, estabeleceu um prazo para a Polícia Federal enviar um cronograma de operações de combate aos crimes ambientais no Pantanal e na Amazônia. Dino convocou uma audiência para discutir as estratégias entre os governos estaduais e federal, com a demanda de apresentação de dados sobre as queimadas e ações preventivas. A interação entre os entes federados visa coordenar os esforços no combate ao desmatamento e incêndios que afetam os biomas.