O gasto com defesa na Otan tem apresentado disparidades significativas entre os países membros, especialmente entre os mais próximos da Rússia e os mais distantes. Em 2024, 22 países europeus atingiram o limite mínimo de 2% do PIB para despesas militares, com os membros mais próximos da fronteira com a Rússia, como Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia e Finlândia, investindo mais. O aumento dos gastos na região, impulsionado pela invasão da Ucrânia pela Rússia, reflete uma preocupação crescente com a segurança. Em contraste, países distantes da Rússia, como a Espanha, têm um gasto muito inferior, com Madrid investindo apenas 1,28% do PIB.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, tem enfatizado a necessidade de os países europeus gastarem mais em defesa, apontando que a meta de 2% do PIB não é suficiente para garantir a segurança do continente. Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu aumentar o objetivo para 5%, e diversos líderes da Otan, como os da Alemanha e França, também manifestaram apoio a um aumento nos investimentos. Alguns países, como a Lituânia, já propuseram metas mais altas, sugerindo até 3% do PIB para a Aliança, enquanto a Lituânia se comprometeu a gastar entre 5% e 6% de seu PIB entre 2026 e 2030.
No panorama geral, os gastos totais com defesa na Otan em 2024 somam 1,474 trilhão de dólares, sendo que os Estados Unidos representam a maior parte desse valor, com 968 bilhões de dólares, enquanto os países europeus gastam 476 bilhões de dólares. Esse desequilíbrio é refletido também no gasto per capita, com os americanos investindo cerca de 2.890 dólares por pessoa, enquanto os europeus gastam cerca de 1.891 dólares. A crescente pressão por maiores investimentos em defesa visa enfrentar os desafios geopolíticos e garantir a segurança da Aliança.