Uma força-tarefa formada por 15 servidores do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi mobilizada para dar suporte à superintendência do órgão na Bahia, visando a contratação de obras emergenciais na Igreja de São Francisco, em Salvador. O local sofreu danos significativos no forro do teto da nave central e foi interditado na última quarta-feira (5). O grupo, composto por arquitetos e engenheiros experientes, está encarregado de apoiar a seleção da empresa que realizará os serviços de estabilização e restauração da igreja, além de coordenar a preservação dos bens artísticos.
Os trabalhos emergenciais começaram no dia 11 de fevereiro, com parte da equipe atuando de forma remota e outros presencialmente na superintendência do Iphan na Bahia. As ações incluem escoramento, diagnóstico, catalogação, proteção e restauração de elementos estruturais danificados. A previsão é de que a força-tarefa permaneça em atuação até pelo menos o dia 21 de fevereiro. Em entrevista à imprensa, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, lamentou o ocorrido e destacou que, apesar de uma vistoria já estar agendada, a queda do forro foi inesperada, resultando em um acidente com danos materiais.
Além da Igreja de São Francisco, outras igrejas históricas estão sendo monitoradas pelo Iphan. A paróquia Nossa Senhora de Boa Viagem, também em Salvador, foi interditada após duas vistorias, e a Igreja de São Sebastião, em Manaus, foi avaliada para possíveis intervenções após riscos estruturais. A ministra enfatizou a importância de ações coordenadas para garantir a segurança das igrejas e a continuidade dos projetos de restauração, ressaltando a necessidade de investimentos em mão de obra especializada e recursos para as intervenções necessárias.