A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) pretende iniciar em maio deste ano as operações de seu primeiro laboratório para a produção de ímãs a partir de terras raras, um passo estratégico para reduzir a dependência de importações, especialmente da China, líder no mercado. O laboratório, localizado em Lagoa Santa (MG), é fruto de uma parceria com o Senai e faz parte do Projeto MagBras, que conta com um investimento de R$ 73,3 milhões, destinado ao fortalecimento da cadeia produtiva de ímãs no Brasil. O projeto envolve 21 empresas e abrange todas as etapas, desde a extração de minerais até o uso final dos ímãs.
As terras raras são minerais com propriedades específicas, como magnetismo intenso e a capacidade de absorver e emitir luz, tornando-os indispensáveis em diversas áreas, como o setor automobilístico, a energia eólica e a medicina, especialmente em aparelhos de ressonância magnética. Com a operação do laboratório, o Brasil poderá aumentar sua capacidade de produção local desses ímãs, que são essenciais para os setores elétrico e eletrônico, reduzindo a dependência de importações, principalmente da China, que atualmente domina o mercado global de ímãs.
Além disso, a Fiemg fechou acordos significativos com mineradoras australianas no valor de R$ 2,5 bilhões, voltados à exploração de nióbio e terras raras na região do Alto do Paranaíba, o que deve fortalecer ainda mais a produção nacional desses materiais. O laboratório será uma infraestrutura crucial para acelerar o desenvolvimento de novas rotas de fabricação e garantir um avanço importante para a indústria brasileira.