O mês de fevereiro, conhecido como “fevereiro laranja”, é dedicado à conscientização sobre a leucemia, uma doença que afeta principalmente os glóbulos brancos da medula óssea e pode ser tratada com a detecção precoce. Em Santa Catarina, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece uma rede de atendimento que inclui nove hospitais especializados, garantindo acesso a diagnósticos e tratamentos para a população. A doença é classificada de acordo com o tipo de célula afetada e a velocidade de progressão, com tratamentos que vão desde quimioterapia até transplante de medula óssea.
Os pacientes com leucemia em Santa Catarina são atendidos de forma prioritária por meio da Linha de Cuidado à Atenção Integral ao Paciente Oncológico, que visa melhorar a agilidade e qualidade no atendimento. O Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), localizado em Florianópolis, é uma referência no estado, com destaque para a Unidade de Transplante de Células-Tronco Hematopoiéticas, que realizou 119 transplantes em 2024. Além disso, os médicos alertam para a importância da doação de medula óssea, essencial para o sucesso no tratamento de muitos casos de leucemia.
Os sintomas da leucemia podem variar e, muitas vezes, não são evidentes nas fases iniciais da doença. Entre os sinais de alerta estão febre inexplicável, infecções recorrentes, cansaço extremo e sangramentos sem explicação. Caso algum desses sintomas seja identificado, é fundamental procurar orientação médica em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Embora não existam medidas preventivas específicas, adotar um estilo de vida saudável e realizar exames regulares podem ajudar no diagnóstico precoce, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido.