Em janeiro de 2025, uma morte por febre amarela foi confirmada em Extrema (MG), alertando novamente para o risco da doença no estado. A vítima, um jovem de 21 anos residente em Bragança Paulista (SP), foi diagnosticada após apresentar sintomas típicos, como febre alta, dor de cabeça intensa e calafrios. A investigação do local provável de infecção segue em andamento, com a hipótese de que o jovem tenha se infectado durante um período de lazer em Joanópolis (SP) no final de 2024. Não há outros casos humanos registrados na cidade de Extrema até o momento.
A febre amarela é uma doença infecciosa grave transmitida por mosquitos e pode afetar qualquer pessoa não vacinada. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dor de cabeça e calafrios, e podem evoluir para uma forma mais grave, levando à icterícia e, em alguns casos, à morte. A recomendação para prevenir a doença é a vacinação, sendo que uma dose única oferece proteção ao longo da vida. No Brasil, a cobertura vacinal contra a febre amarela está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, com Minas Gerais apresentando uma taxa de 86,3%.
Além de alertar sobre a morte recente, as autoridades reforçam a importância da vacina como principal medida de prevenção. A vacinação é especialmente crucial em áreas rurais e remotas, onde o risco de infecção é maior. Em 2024, o estado de Minas Gerais registrou casos de febre amarela em primatas não humanos, o que indica a circulação do vírus na região. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) continua a monitorar a situação e a recomendar a vacinação para todas as pessoas, especialmente aquelas em áreas de risco.