A falta de medicamentos nas farmácias da rede pública de saúde do Rio de Janeiro tem gerado dificuldades para muitos pacientes, especialmente idosos e doentes crônicos. Diversos postos de saúde do município enfrentam desabastecimento, com alguns pacientes aguardando remédios essenciais por até seis meses. Dentre as substâncias mais procuradas estão os medicamentos para diabetes, hipertensão e outros tratamentos contínuos, que estão em falta em várias unidades da cidade. Muitas pessoas, como Elza Maria e Marluce Helena, relatam que a ausência de remédios compromete tanto o controle de doenças quanto a qualidade de vida.
A situação é crítica para quem depende desses medicamentos para a manutenção da saúde. No Centro Municipal de Saúde, em Santa Cruz, pacientes como Dona Márcia não conseguem acessar os remédios controlados que precisam, deixando-os em uma condição ainda mais vulnerável. A falta de medicamentos e a dificuldade financeira enfrentada por muitos tornam ainda mais dolorosa a espera, já que nem todos têm condições de adquirir os remédios em farmácias particulares. A sensação de inoperância é notada pela população, que questiona as ações da prefeitura diante do problema.
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, justificou a falta de medicamentos afirmando que houve uma migração de alguns remédios para o Programa Farmácia Popular do Governo Federal. Com isso, medicamentos importantes para doenças crônicas como diabetes e hipertensão não estão mais disponíveis nas farmácias da rede pública municipal. A secretaria informou que já finalizou o processo de compra de medicamentos e que as unidades de saúde já começaram a receber novos itens, com reposição prevista para os próximos dias.